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Cláudio Marcellini, dono da Franquia Virtual, empresa que atua no mercado de varejo on-line há seis anos, faturou R$ 40 milhões em 2008, com crescimento de 86% em relação a 2007. A previsão é ultrapassar os R$ 70 milhões neste ano. A crise, diz o empresário, tem ajudado o negócio a crescer.
Pessoas que perderam seus empregos têm mostrado interesse pelo varejo na internet, diz ele, que abriu em 1999 uma importadora, a FastWay, no Porto de Santos. A FastWay, que atualmente distribui bens de consumo importados por multinacionais, está na retaguarda da Franquia Virtual. Com 68 empregados fixos e mais 13 eventuais, a Franquia Virtual, dá treinamento aos franqueados, compra e armazena os produtos, embala e remete as vendas ao comprador final, e dá suporte técnico 24 horas por dia.
A rede possui 127 franqueados que possuem "lojas" (sites) na internet. O portifólio abrange de eletrodomésticos a perfumes, passando por cosméticos, relógios, óculos e roupas. O franqueado fixa seus preços e cuida do marketing. Marcellini, dono do domínio na internet "frankiavirtual.com", estima que o faturamento possa chegar a R$ 70 milhões.
Segundo a consultoria e-bit, as compras de bens de consumo pela internet apresentaram um crescimento vigoroso no ano passado. Atingiram R$ 8,2 bilhões, com aumento 30% em relação a 2007. Pelo menos 13,2 milhões de brasileiros já compraram pelo menos uma vez pela internet, segundo a consultoria. A pesquisa, segundo o Valor Online, mostrou que de todos os consumidores, 51% eram do sexo feminino e 19% tinham mais do que 50 anos. Os livros foram os produtos mais vendidos, com 17% do volume de pedidos, seguidos de artigos de saúde e beleza (12%), informática (11%), eletrônicos (9%) e eletrodomésticos (6%).
A crise, deflagrada a partir de meados de setembro nos Estados Unidos, pode fazer com que as fatias de eletrônicos e eletrodomésticos encolham neste ano, segundo a consultoria Forester.
A B2W , a maior varejista on-line do país, controlada pela Lojas Americanas, obteve aumento de vendas no ano passado, mas sentiu a crise no fim do ano: no terceiro trimestre as vendas cresceram 35% e no quarto, 14%. A Forester prevê que o comércio eletrônico no país crescerá entre 8% e 18% em 2009, bem menos do que nos anos anteriores, e os analistas estimam que as vendas da B2W deverão aumentar cerca de 13% neste ano.
Fonte: Valor Econômico |